Mais uma vez, a Rolex Ilhabela Sailing Week presenteou os velejadores com uma tarde de emoções na raia e condições meteorológicas que não lembram em nada o auge do inverno no hemisfério sul. Na água, depois de um atraso de mais de uma hora na largada devido à falta de ventos, um sistema pré-frontal entrou firme, trazendo rajadas de 20 nós no início da única regata disputada no dia. Já em terra, os velejadores contaram um pouco das lições que a Vela ensina para a vida.
Foi um dia em que o conhecimento local contou muito. Marcelo Bellotti, comandante do Ser Glass Eternity vencedor na classe HPE, disse que foi uma dessas regatas que se vence "no cheiro". "Nós largamos mal, mas já na primeira perna conseguimos achar alguns braços de maré que ajudavam no contravento, justamente o oposto do que acontece normalmente", contou. "É uma coisa que o velejador desenvolve. Eu não sei explicar, com a experiência você simplesmente sabe o que vai fazer e o que vai dar certo".
Durante a Rolex Ilhabela Sailing Week comandantes e tripulantes vencedores nas mais diversas classes insistem em lembrar a importância do treino e da experiência para alcançar os objetivos. "Mas a Vela tem um lado especial. Ela te ensina a olhar para o que está longe de você. É preciso ficar de olho na equipe, nos adversários, nas correntes, no vento… E às vezes, a informação mais importante está lá longe, no futuro, em uma rajada que você precisa alcançar ou um buraco sem vento do qual você precisa fugir", revela Eduardo Souza Ramos, comandante do Pajero/Gol vencedor do dia e líder da S40.
Na classe C30, a tripulação mais afinada do Loyal/TNT voltou a brilhar. O tático Xandi Paradeda, ex-velejador olímpico e campeão mundial de Snipe, acredita que a Vela forma homens e mulheres com outra visão de vida. "A Vela impõe desafios que fazem você buscar a superação num ambiente competitivo, cheio de variáveis. Levo isso comigo sempre, seja velejando profissionalmente, seja dando aula para os pequenos na classe Optimist".
Bruno Prada, que daqui a um mês disputará o ouro olímpico ao lado de Robert Scheidt, está comandando o HPE Ginga na Rolex Ilhabela Sailing Week e hoje teve um mau dia. "Largamos muito mal, erramos o lado da raia e saímos muito atrás da flotilha. Mas uma coisa que eu aprendi nesse esporte é ser paciente e nunca desistir. Mesmo atrás, concentramos e fizemos uma boa regata de recuperação. Conseguimos ser o melhor daqueles que largaram atrás. Essa é a vitória do dia. O campeonato está fortíssimo. Pode ser que no final da semana essa recuperação de hoje defina o campeão".
Mas, numa flotilha tão competitiva, mesmo os campeões às vezes falham. Lars Grael saiu da raia insatisfeito com seu desempenho, mas contente com a estreia de sua filha Sofia, de 12 anos, na Vela de Oceano. O S40 Mitsubishi/Energisa que ele timoneia, terminou em quinto e último lugar nesta quarta."Eu e a Renata, que amamos o mar, estamos muito contentes em ver nossa filha seguindo o mesmo caminho. A Vela diz bastante sobre a personalidade das pessoas, e a Sofia é muito social, ela gosta de estar perto de amigos, e a Vela de Oceano tem tudo a ver com ela.
S40 - após 4 regatas
1º - Pajero/Gol (Eduardo Souza Ramos) - 8 pp (2+2+3+1)
2º - Crioula (Eduardo Plass) - 9 pontos perdidos (1+5+1+2)
3º - Carioca (Roberto Martins) - 13 pp (4+3+2+4)
C30 - após 4 regatas
1º - Loyal (Marcelo Massa) - 6 pp (3+1+1+1)
2º - Barracuda (Humberto Diniz da Silva) - 13 pp (5+2+3+3)
3º - Katana (Fábio Filippon) - 13 pp (6+3+2+2)
HPE - após 4 regatas
1º - SX4/Bond Girl (Rique Wanderley) - 12 pp (3+1+7+2)
2º - Ginga (Bruno Prada) - 17 pp (1+9+2+5)
3º - BSS (Marcelo Christiansen) - 21 pp (5+2+3+11)
ORC após 4 regatas
1º - Tomgape 2 (Ernesto Breda) - 2 pp (1+1)
2º - Tembó Guaçu (Osvaldo Bagnoli) - 5 pp (2+3)
3º - Chroma (Luiz Gustavo Crescenzo) - 7 pp (3+4)
Para saber mais sobre a relação da Rolex com os esportes de alta performance visite: www.rolex.com
Para mais informações sobre a participação da Rolex no mundo da vela visite: www.regattanews.com - com fotos de alta resolução e arquivo de releases da Rolex Ilhabela Sailing Week.
Sobre a Rolex
Líder na indústria de relógios suíços, a Rolex, com sede em Genebra, possui uma reputação incomparável de qualidade e especialização em todo o mundo. Seus relógios OYSTER, certificados como cronômetros pela sua precisão, são símbolos de excelência, desempenho e prestígio. Pioneira no desenvolvimento do relógio de pulso em 1905, a marca originou diversas inovações relojoeiras, tais como o OYSTER, o primeiro relógio de pulso a prova d’água, lançado em 1926, e o mecanismo automático de rotação PERPETUAL, criado em 1931. A Rolex registrou mais de 400 patentes em toda a sua história. Uma empresa de fabricação verdadeiramente integrada, a Rolex projeta, desenvolve, e produz todos os componentes essenciais de seus relógios internamente, desde a fundição de suas ligas de ouro até a máquina, esculpindo, montando e finalizando o movimento, a caixa, o ponteiro e a pulseira. A Rolex também tem participação ativa no apoio às artes, explorações, esportes, empresas, e o meio ambiente por meio de uma vasta gama de atividades de patrocínio, bem como programas filantrópicos e de proteção. Saiba mais em www.rolex.com